Não sei se alguém já experimentou esta situação, mas eu esporadicamente pegava um cara quase toda vez que a gente se via. A química/física/biologia era tão grande que nunca deu tempo de sequer trocarmos maiores informações do que o nome. Coisa louca. E eu respeitava a nossa situação, pois não nos conhecíamos bem e eu nunca nem procurei por isso. Pra mim, ele era como um peixe livre que nadava em alto mar seguindo sua corrente sem estar preso em qualquer rede. Todas as vezes que eu o fisguei com meu anzol pela boca, o soltei novamente, pois espécie assim, não merece ser pescado.
Contudo, acabei me deparando com o seguinte final: uma pessoa sem coração lançou sua isca e este peixe fisgou, e esta pessoa não compreendeu que ele merecia ser livre e o tirou da água, fazendo-o sufocar. E isso tudo foi só pra ter ele de enfeite, porque nem pra só comer foi.
Pra mim, este foi a morte deste peixe raro.
